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Monóxido de carbono – características e como reconhecê-lo

O monóxido de carbono (CO) é um dos gases mais conhecidos por grande parte da população, mas será que todos sabem suas características ou como reconhece-lo? Então acompanhe o post para saber mais sobre ele.

O monóxido de carbono é um gás emitido por ações humanas ou naturais, produto da reação incompleta de combustão de substâncias ricas em carbono que causa graves danos à saúde dos seres vivos devido ao alto indicie de toxidade.

É um gás à temperatura ambiente, incolor, sem cheiro e sem sabor. É caracterizado como um asfixiante químico, pois impede a utilização biológica do oxigênio e, por isso, é extremamente tóxico. Por conta de suas características físicas, é um gás de difícil detecção pelos sentidos humanos, o que o torna ainda mais perigoso.

Onde encontramos o monóxido de carbono

Na escala industrial, o monóxido de carbono é utilizado na produção de metais, como ferro e níquel, retirando o oxigênio por oxirredução de seus respectivos minerais. Ele também é utilizado na produção de substâncias orgânicas como ácido acético, metanol, plásticos etc.

Quando ocorre a queima desses compostos (geralmente combustíveis como gasolina, querosene e diesel) com quantidade insuficiente de gás oxigênio, a reação não se processa como é esperado de uma queima total, que libera dióxido de carbono. Outros produtos, como o monóxido de carbono e o carbono sólido (fuligem), são formados nessas condições.

Esse tipo de reação ocorre, em maior proporção, nas indústrias e nos automóveis, mas também está presente em queimadas, fornos e fogões a lenha, equipamentos de aquecimento de água e de residências que funcionam à base de gás ou querosene.

Intoxicação por monóxido de carbono

A intoxicação por monóxido de carbono dá-se por meio das vias respiratórias, pelas quais o gás vai para os pulmões e entra na corrente sanguínea. Após a difusão do monóxido pelas veias, esse se liga à hemoglobina e entra em competição com o próprio O2.

Devido ao fato de o monóxido possuir uma afinidade cerca de 250 vezes maior com a hemoglobina do que o gás oxigênio, ele forma com ela a carboxihemoglobina, impedindo a formação da oxi-hemoglobina (oxigênio ligado à hemoglobina). Com isso, o fornecimento de oxigênio para o corpo fica prejudicado, causando asfixia.

Os efeitos da inalação dependem da concentração em que se encontra o gás e do tempo de exposição a ele. Em baixas concentrações, o monóxido de carbono pode causar dores de cabeça, fraqueza, tonturas e náuseas. A inalação de gás em altas concentrações agrava os sintomas, podendo causar desmaios, fortes dores de cabeça, diminuição da frequência cardíaca, respiração lenta, convulsões e morte.

Por ser um gás inodoro e incolor, a exposição a grandes quantidades de monóxido de carbono pode levar a uma rápida perda de consciência, sem sinais aparentes e sem as chances de aviso ou detecção.

Como reconhecer o monóxido de carbono

Para prevenir uma intoxicação, fontes de combustão no interior das casas, como o aquecimento a gás e aquecedores que queimam madeira, é necessária uma instalação com ventilação adequada. Se não for possível este tipo de ventilação, uma janela aberta pode limitar o acúmulo de monóxido de carbono, permitindo que este escape do edifício.

Os tubos de ventilação colocados em fornos e outros aparelhos de calefação requerem inspeções periódicas para se detectarem fendas e fugas.

Comercializamos detectores eletro-químicos que abrangem aplicações residenciais, comerciais e industriais, com o propósito de provocar alarme, na presença de CO em níveis mínimos, antes mesmo de causarem consequências significativas aos organismos vivos.

A vigilância constante com detectores pode permitir, portanto, detectar o monóxido antes que ocorra uma intoxicação. Como ocorre com detectores de fumaça, recomenda-se detectores de monóxido de carbono em todas as casas.

Conheça mais sobre o produto que pode prevenir e diagnosticar a presença desse gás:

https://www.yota.ind.br/produto/detector-de-monoxido-de-carbono-qualidade-do-ar/

Referências utilizadas para o desenvolvimento do artigo:

  • https://www.manualdaquimica.com/quimica-inorganica/monoxido-de-carbono.htm
  • https://www.msdmanuals.com

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Sulfeto de hidrogênio, entenda mais sobre seus usos e como se proteger

O sulfeto de hidrogênio para aqueles que não conhecem é um gás extremamente tóxico, com o odor comumente associado a ovos podres e é totalmente incolor. Uma curiosidade extremamente perigosa sobre esse gás é que inalado em grandes quantidades, ele bloqueia o olfato humano, tornando o seu reconhecimento mais difícil.          

O H2S ocorre naturalmente em petróleo bruto, gás natural, gases vulcânicos, fontes termais e também é produzido por atividades humanas, através de resíduos humanos e animais como resultado da degradação bacteriana da matéria orgânica. As bactérias encontradas na boca e no aparelho digestivo produzem o gás durante a digestão de alimentos contendo proteínas vegetais ou animais.

Onde podemos encontrar o sulfeto de hidrogênio

O sulfeto de hidrogênio é comumente encontrado em:

  • Produção e refino de petróleo;
  • Esgoto e tratamento de águas residuais;
  • Silos e poços agrícolas;
  • Fabricação de têxteis;
  • Processamento de celulose e papel;
  • Processamento de alimentos;
  • Pavimento em asfalto quente.

Em geral, trabalhar nas seguintes áreas e condições aumenta o risco de exposição excessiva do trabalhador ao sulfeto de hidrogênio:

  1. Espaços confinados (por exemplo, poços, túneis, silos), onde o sulfeto de hidrogênio pode atingir níveis perigosos.
  2. Áreas sem ventilação ou baixas que aumentam o potencial de formação de bolsas de sulfeto de hidrogênio.
  3. Locais de compostagem onde bactérias quebram matéria orgânica para formar sulfeto de hidrogênio.
  4. Clima quente que acelera a decomposição materiais orgânicos aumentando a pressão de vapor de sulfeto de hidrogênio.

Consequências da exposição excessiva ao gás sulfeto de hidrogênio

Apenas algumas respirações de ar contendo altos níveis de sulfeto de hidrogênio pode causar a morte. A exposição mais baixa e a longo prazo pode causar irritação nos olhos, dor de cabeça e fadiga.

A inalação é a principal via de exposição ao sulfeto de hidrogênio. O gás é absorvido rapidamente pelos pulmões. O limiar de odor (0,5 ppb) é muito inferior ao limite máximo de OSHA (20 ppm). No entanto, embora o seu forte odor seja facilmente identificado, ocorre a fadiga olfativa em altas concentrações e em baixa contínua concentração. Por este motivo, o odor não é um indicador confiável de sulfeto de hidrogênio e não pode fornecer indicação adequada de concentrações perigosas. O sulfeto de hidrogênio é ligeiramente mais pesado que o ar e pode se acumular em áreas fechadas, mal ventiladas e baixas

Os sintomas da exposição aguda incluem náuseas, dores de cabeça, delírio, perturbação do equilíbrio, tremores, convulsões e irritação da pele e dos olhos. A inalação de altas concentrações de sulfato de hidrogênio pode produzir rápida inconsciência e morte. A exposição ao gás liquefeito pode causar queimaduras por congelamento.

O H2S queima e explode facilmente, onde Cigarros, fósforos acesos, tubos e outras fontes de calor intenso podem desencadear explosão grave e fogo. Quando queima ele emite dióxido de enxofre, outro gás que é perigoso tóxico, de cheiro forte e irritante

Os principais trabalhadores que estão sujeitos a esse tipo de contaminação são:

  1. Os trabalhadores de saneamento podem ser expostos quando limpam ou mantêm esgotos municipais e fossas sépticas.
  2. Os trabalhadores agrícolas podem estar expostos ao limpar tanques de armazenamento de estrume ou trabalhar em poços de estrume.
  3. Trabalhadores na perfuração e refino de petróleo e gás natural podem estar expostos porque o sulfeto de hidrogênio pode estar presente em depósitos de petróleo e gás e é um subproduto do processo de dessulfurização desses combustíveis.

COMO SE PREVENIR

Se os trabalhadores sentirem o odor de ovo podre distintivo de sulfeto de hidrogênio, eles devem deixar a área imediatamente e entrar em contato com um supervisor. A maneira mais eficaz de reduzir o risco de exposição ao gás é eliminar a fonte de exposição. Se isso não for possível, existem outros controles de risco para se realizar, podendo ser através modificações físicas em instalações, equipamentos e processos pode reduzir a exposição.

Conheça mais sobre o produto que pode prevenir e diagnosticar a presença desse gás:

https://www.yota.ind.br/produto/detector-de-amonia-e-h2s/

Referência utilizada para o desenvolvimento do artigo:

https://www.segvidamg.com.br/sulfeto-de-hidrogenio-h2s-um-veneno-de-largo-espectro/

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Gás de Amônia, onde é usado, que risco nos proporciona e como se proteger

Vocês conhecem o gás de Amônia? Então fiquem de olho no post abaixo para entender melhor sobre ele.

O gás de amônia é tóxico e agressivo aos seres humanos, incolor, sem sensibilidade a luz e com um odor muito forte, difícil de suportar. Ele é corrosivo na presença de umidade, agindo principalmente ao sistema respiratório, exercendo uma ação corrosiva e causando grande irritação. Sua inalação causa tosse, dificuldades respiratórias, inflamação aguda do sistema respiratório, edema pulmonar, formação de catarro, secreção de saliva e retenção de urina. Sua presença no ar causa irritação nos olhos imediatamente.

Onde encontramos o gás amônia

O gás de amônia é encontrado normalmente nos três respectivos setores: matéria–prima no processamento químico de fertilizantes, na área de refrigeração e na área metalúrgica para a geração de ambientes redutores.

A indústria petroquímica utiliza amônia anidra para neutralização de ácidos constituintes de óleo cru para proteger da corrosão equipamentos tais como: borbulhadores, pratos de torres de destilação, trocadores de calor, condensadores e tanques de armazenamento. A amônia é usada na extração de metais como cobre, níquel e molibdênio de seus minérios.

Outras duas curiosidades sobre o gás de amônia: é utilizado como fonte de nitrogênio na fabricação de explosivos tanto industriais como militares e também, em quantidades, são utilizadas na preparação de misturas padrão para calibração e ajuste de instrumentos de medição para controle ambiental.

Efeitos do gás amônia e como se prevenir

A inalação de amônia em altas concentrações produz um acesso de tosse violento devido a sua ação nas vias respiratórias. Se não for possível escapar rapidamente do local, a vítima sofrerá forte irritação dos pulmões, edema pulmonar e até mesmo a morte. Caso amônia liquida seja engolida, ela causará uma corrosão severa da boca, garganta e estômago.

No Brasil o anexo número 11 da Norma Regulamentadora 15 (NR 15) determina que no ambiente de trabalho a concentração máxima para uma exposição semanal de até 48 horas é de 20 ppm e na caracterização desta situação o ambiente é considerado medianamente insalubre.

A exposição às altas concentrações do gás pode causar queimadura nos olhos e cegueira temporária. O contato direto dos olhos com amônia liquida causará queimaduras muito sérias nos olhos. O contato da amônia com a pele, dependendo da intensidade, poderá causar irritação ou queimaduras.

Todas as pessoas envolvidas no manuseio de amônia, devem dispor de equipamentos de proteção individual (EPI´s), tais como: máscaras panorâmicas contra vapores alcalinos, máscara de fuga, luvas de borracha ou plástico, óculos de segurança para produtos químicos, aventais de borracha ou plástico e sapatos compatíveis com o produto. Por se tratar de um produto inflamável, todas as tubulações e equipamentos devem ser aterrados.

Os equipamentos devem ainda ser providos de válvulas unidirecionais para prevenir o retorno de líquidos pela tubulação e a possibilidade de reações violentas com o produto dentro do cilindro. Não se pode esquecer que amônia é corrosiva em presença de umidade, podendo na eventualidade de uma entrada de água dentro dos cilindros corroer os mesmos e comprometer sua resistência estrutural.

Na área de manuseio do produto, devem ser instalados “lava olhos” e chuveiros de emergência. Os cilindros de amônia nunca devem ser diretamente aquecidos por chamas ou vapor. O aquecimento sem controle do cilindro pode causar uma expansão do liquido e dependendo das condições a explosão do mesmo.

Caso seja necessário a utilização de amônia em ambiente confinado, o cilindro deve ser instalado dentro de uma cabina especial com um sistema de exaustão, purga com nitrogênio e de neutralização dos gases residuais. Maiores informações sobre este assunto podem ser obtidas junto ao departamento técnico da Gama Gases.

Conheça mais sobre o produto que pode prevenir e diagnosticar a presença desse gás: https://www.yota.ind.br/produto/detector-de-amonia-e-h2s/

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MORTES OCASIONADAS PELA INTOXICAÇÃO DE MONÓXIDO DE CARBONO

Com as recentes ondas de frio no pais, a preocupação acerca da intoxicação por monóxido de carbono é cada vez mais crescente. Muito desse receio se dá devido a instalação/manutenção inadequada de equipamentos de aquecimento e sua má ventilação.

Todavia, o monóxido de carbono é um gás inodoro, incolor e tóxico que é produzido com base na queima de compostos de carbono.

Um caso recente aconteceu no estado do Rio de Janeiro (2021), onde um casal veio a óbito devido a intoxicação. A perícia concluiu que foi devido ao vazamento de gás no equipamento de aquecimento do chuveiro, pois devido as baixas temperaturas no estado, o casal tomou banho com as janelas e portas fechadas por um longo período de tempo.

Outro caso semelhante (2021) aconteceu em Santo André, no ABC paulista, onde uma família de quatro pessoas foram encontradas mortas no apartamento da família. No entanto, a causa foi dos óbitos foi a mesma, longo período de banho em ambiente fechado, acrescido da instalação do exaustor realizada de maneira errada, deixando ele ineficaz ao uso.

DADOS SOBRE MORTE POR INTOXICAÇÃO DE MONÓXIDO DE CARBONO

“Nos últimos dez anos, 322 brasileiros morreram vítimas de intoxicação acidental por gases e vapores, segundo levantamento feito pela reportagem no Datasus, portal do Ministério da Saúde que traz dados sobre mortalidade. Os números são referentes ao período de 2008 a 2017, o mais recente disponível.

Assim, segundo o balanço, a faixa etária com o maior número de mortes é de 20 a 29 anos, com 64 óbitos. Entre os mortos, 34 eram crianças ou adolescentes com menos de 14 anos, dos quais oito eram bebês menores de 1 ano.

A maioria das vítimas (75%) era homem. Foram 243 mortos do sexo masculino e 79 do sexo feminino. O Estado com o maior número de ocorrências foi São Paulo, com 88 mortes no período analisado, seguido por Rio Grande do Sul (38) e Rio de Janeiro (33).”

Conheça mais sobre o produto que pode prevenir esse tipo de tragédia: l1nq.com/xDN1q

Referências para a publicação: